segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ouço as estrelas

Ainda que não as veja

Estrelas...

Que de mim estão distantes.



Ouço as estrelas

Aguço minha essência para compreendê-las

Estrelas...

Que gritam sussurrantes

Em noite cálida inebriante.



Ouço as estrelas

Ainda que não mais existam

Estrelas...

Que faiscantes salpicam em mim

Gotas de prata com aroma de jasmim.



Ouço as estrelas

Que tola acreditei

Ser delas o lume do qual me encantei

Estrelas...

Corpos celestes

Almas etéreas das vidas que penei.



Ouço as estrelas

E o fulgor que delas emana ao luar

Estrelas...

A quem declarei na insensatez da noite

Deixar de escutar.

Val/2009

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