quinta-feira, 19 de agosto de 2010

MOENDA EM ARTE

A arte nasceu com o homem, que através dela transformou o movimento em dança, o grito em canto, e reproduziu pela imagem e pelo gesto seus sentimentos. Por tudo isso, as artes têm um valor inestimável na história da humanidade.
Doze de agosto dia "Nacional da Arte" data perfeita para o evento de hoje. Pois, Santo Antônio da Patrulha esta em festa. O vento amanheceu assobiando melodiosamente, os pingos de chuva que teimam em cair tamborilam num só compasso, e, é nesse arranjo sonoro que os pássaros gorjeiam eufóricos. Por que: é MOENDA.
Os patrulhenses envoltos nesse clima comungam sentimentos de alegria, companheirismo, encantamento e hospitalidade. Abrindo portas e janelas de suas casas e corações, recebendo com largo sorriso os visitantes que vêm ao encontro da "Festa". Assim como se abre o Museu Caldas Júnior para recepcionar os artistas e suas criações.
Então, eis a vigésima quarta Moenda da Canção. Sejas bem-vinda na alma de teus admiradores e nessa cidade que vê sua história imortalizada nas letras das tuas canções.

Valquiria Abreu de Oliveira.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A arte de preservar um museu.

Palavra do latim museu, da língua grega antiga mouseion, templo das musas. Sendo ptolomeu II Filadelfo(309 a.C.-246 a.C.) faraó do Egito que, em sua dinastia, edificou em Alexandria um prédio às ciências, servindo, às assembleias dos literatos e de sábios, sob auxílio do estado. Eis, o museu. Ainda reverenciando a história, temos"Gabinetes de Curiosidades" ou "Os Quartos das Maravilhas", assim eram conhecidos os primeiros museus entre os séculos XV e XVI, um "amontoado" de objetos sem classificação e sem relatar informação. Apenas no fim do século XIX, o Museu de História Natural de Londres expôs objetos ordenados e classificados.
No Brasil, o primeiro museu data do século XIX, mas foi no século XX que as técnicas de exposição se uniram aos avanços da comunicação e ciência da informação. Atualmente, museus são instituições que guardam patrimônios históricos, entidades permanentes a serviço da sociedade e seu desenvolvimento, que conservam pesquisas, comunicam e expõem, para intenção de estudo as evidências materiais deixadas pelo homem e natureza.
Há de se reconhecer nessas instituições, a necessidade da mão de obra qualificada, como museólogos, restauradores e outros profissionais, para manter e conservar o acervo. Mas, nem sempre se conhecem as atribuições de um museu e dos que a ele se dedicam, com atividades acadêmicas e de pesquisa, revelando a afeição para a ciência, mostrando seu progresso e incorporando o desejo de resguardar o conhecimento da humanidade.
Enfim, museus devem ser vistos como forma de educar através da informação. Pois, quando o museu preserva algo, de obras de arte até máquinas, ele transpõe às gerações, não só o objeto, mas histórias e memórias. Desse modo, se encontra aberto ao público o Museu Caldas Júnior, casa que foi residência de Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior, fundador desse importante veículo de comunicação que é o Correio do Povo. nela se encontram preservadas não só a memória de seu patrono, mas, tambpem, a rica história do município de Santo Antônio da Patrulha.

Valquiria Abreu de Oliveira
Presidente da F.M.A.C.J.
06/08/2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010



Sabiá




Nesta casa


Tem palmeira


Linda e altaneira.


Mas não tem


Sabiá a cantar...




Nesta casa


Tema palmeira


Tem fruto do abacateiro


Tem pé de limoeiro


E flor de maracujá.




Nesta casa


Tem palmeira


Tem Império


Tem Dom Pedro


Tem história para contar.




Nesta casa


Tem arte


Tem encanto


Contém a vida de tantos


E tantos mistérios


Que afugentou o sabiá...


Val/2009
Ouço as estrelas

Ainda que não as veja

Estrelas...

Que de mim estão distantes.



Ouço as estrelas

Aguço minha essência para compreendê-las

Estrelas...

Que gritam sussurrantes

Em noite cálida inebriante.



Ouço as estrelas

Ainda que não mais existam

Estrelas...

Que faiscantes salpicam em mim

Gotas de prata com aroma de jasmim.



Ouço as estrelas

Que tola acreditei

Ser delas o lume do qual me encantei

Estrelas...

Corpos celestes

Almas etéreas das vidas que penei.



Ouço as estrelas

E o fulgor que delas emana ao luar

Estrelas...

A quem declarei na insensatez da noite

Deixar de escutar.

Val/2009

quarta-feira, 26 de maio de 2010

I - Chimarrão Poético do Grêmio Literário Patrulhense

Essa é mais uma das belas atividades realizadas por esses artistas das letras.
Dia 22 de maio de 2010.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

SEMINÁRIO INTEGRADOR 1

Seminário Integrador 1.
Ser Professor no Contexto Atual
Papel do professor hoje:

1) John Dewey:

“As crianças não estão preparadas para a vida no momento e em outro vivendo”.
Os alunos vivem hoje. Para o autor não se separa vida e educação. Olhar os alunos com respeito, não são computadores, são seres humanos.
O professor deve valorizar a capacidade de pensar dos alunos.

*Para mim essa idéia de John Dewey é importante, pois da visibilidade ao modo de pensar do aluno, deixa-o liberto de conceitos pré-estabelecidos e o faz gerenciador da sua aprendizagem.
Vejo que podemos aplicá-la sempre em nosso cotidiano escolar, é nossa obrigação evidenciar o pensamento do aluno através de suas produções.



2) Jean Piaget:

O surgimento do construtivismo, o aprendizado é construído pelo aluno e não apenas repassado pelo professor.
O conhecimento advém da interação do sujeito que conhece e o objeto do conhecimento, o papel do professor é estimular a ação pela busca do conhecimento.

*Considero igualmente relevante o pensamento de Jean Piaget a respeito do modo como deve ser elaborado o saber em cada indivíduo.
O modo ao qual se pode aplicá-lo nas atividades é dando-lhe liberdade para criar, e oportunizar espaço para a divulgação de suas criações.

“A Arte esta sendo considerada hoje conhecimento”.

3) Lev Vigotsky:

“Quanto maior a aprendizagem maior será seu desenvolvimento. Construtivismo social, o professor faz a mediação da aprendizagem”.

*A ideia de Vygostky é tornar determinante o papel do ensino e do professor. Para ele, a primeira comunicação da criança com novas tarefas, habilidades ou informações deve ter a participação de um adulto. Ao internalizar um modo de agir, a criança “se apropria” dele, o tornando espontâneo e liberto.
Penso que já praticamos essa idéia quando provocamos nosso aluno a elaborar seus questionamentos sobre determinado tema que estamos discorrendo. Quando inserimos o aluno como colaborador da aprendizagem


4) Paulo Freire:

“O conhecimento não se transfere se constrói. A leitura do mundo precede a leitura da palavra. Exercício da criticidade. Superação da consciência ingênua para a consciência reflexiva. Formação continuada”.

*Paulo Freire incorpora a pedagogia da “autonomia” tentando por em prática suas razões para analisar o saber pedagógico do professor análogo à “autonomia” de ser e de saber do educando. Ainda dá ênfase a necessidade de respeito com o conhecimento que o aluno traz da escola, percebido ser ele um “sujeito” social e histórico.

5) Edgar Morin:

“Crítica ao ensino fragmentado”.
A vida não é fragmentada, o currículo é fragmentado. Interligação dos conhecimentos. “Quando sai da disciplina e consegue contextualizar é que o aluno vê ligação com a vida”.

*Considero a teoria de Edgar Morin perfeita, pois também vejo todas as coisas que nos cercam interligadas, e procuro com certeza aplicá-la no cotidiano da sala de aula. Penso ser impossível compreender significados isoladamente.

Val...

quinta-feira, 2 de julho de 2009


Tema = Imagens da Memória.

Método = Fotografia/computação.

Descrição = Foi preservado o espaço real da foto original de Ivan José de Paula.
Porém, adulterada a natureza da imagem.
Esse recurso privilegia o imaginário.

Créditos = Valquiria Abreu de Oliveira.

Histórico = Intervenção / Interferência. Esses são alguns conceitos que atribuo na realização desse trabalho.
Estabelecendo uma relação com a foto pré-existente do prédio da FMACJ. Busquei propiciar novas conotações de sentido e de apelo visual, constituindo o ponto de partida da imagem.
Após a interferência de computação, a foto ganhou um novo propósito, com múltiplas visões/imagens, de acordo com a percepção de cada observador.

A CASA




A Casa

Insuportável te ver no tempo passar
Impassível, a observar.
Vejo-te a tudo tolerar
Sem estar morta
Abre tuas portas
Escancaras tuas janelas
Para que possas respirar

O destino esboçou em ti, tantas vidas.
Tantas vezes o mundo girou
Amigos, amantes
A infância cresceu
A memória ficou
Quando tuas portas alguém fechou
Ou em tuas janelas se debruçou
A sonhar.


VAL...

FMACJ



A necessidade de satisfação imediata é um vício da nossa sociedade.

As pessoas visitam uma exposição como se tivessem consumindo um produto.

Objetivamos além da valorização da cultura e conhecimento em seus múltiplos aspectos, provocar no visitante um estranhamento espontâneo, levando-o a repensar o “convencional”, a normalidade.
Valquiria Abreu de Oliveira
FMACJ

FRASE DE GUIMARÃES ROSA

"O homem nasceu para aprender, aprender tanto quanto a vida lhe permita."

DIFERENÇAS


FACES


INFORMATIVO FACES IV FEIRA DE ARTE CONTEMPORÂNEA ESTUDANTIL-2007

Os Alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Patrulhense visitaram a IV Bienal em
Porto Alegre - 2003
Sensibilizados pelas obras e pelo tema da IV Bienal, “Arqueologia Contemporânea”, os alunos criaram FACES I (Feira de Arte Contemporânea Estudantil), fazendo uma releitura das obras e expressando suas visões de mundo contemporâneo e anseios quanto ao futuro da humanidade. Temas como:

FOME . . . VIOLÊNCIA . . . MÚSICA . . . CRENÇAS BRASILEIRAS

Foram abordadas com arte, criatividade, emoção e sensibilidade, despertando nos visitantes uma profunda reflexão sobre as desigualdades, incertezas quanto ao futuro e um grande desejo de fortalecer o processo de hominização e formação de uma sociedade planetária justa e responsável.

I Feira de Arte Contemporânea Estudantil - FACES I - 14/11/2003

Os Trabalhos

1 – O Brasil de Hoje
Nosso trabalho fala do Brasil, de suas riquezas, de suas pobrezas e de suas favelas. Este trabalho é uma releitura do trabalho de Antônio Berni, nascido na Argentina em 1905 e morreu em 1981, também na Argentina. Usamos recortes de revistas representando a parte rica e o arroz e a massa representando a pobreza das favelas.
Tamires, Sirlei, Simone, Luciane, Lucelaine, Vanize, Giovani.

2 – Se Correr o Bicho Pega
A Pintura Rupestre é uma pintura milenar, criada pelos pré-históricos para registrar, deixar marcado, todas as caçadas que faziam, animais e planetas que eles tinham encontrado.Da mesma forma que a Pintura Rupestre era feita na pré-história, foi feito uma pintura na laje demonstrando a violência Contemporânea, existente em todas as cidades grandes, simulando uma “boca de fumo”.
Cristóvão, Gustavo, Luiz Carlos, Rodrigo.

3 – A Auto-destruição do Homem
O nosso trabalho fala de uma das formas que o homem pode se auto-destruir, é uma fábrica onde robôs substituem a mão humana, eles obrigam o homem a trabalhar para eles, ou seja, o homem procura sua própria destruição.
Ana Paula, Bruna, Eduardo, Maicon, Robson, Sarah, Tarcila, Vanessa.

4 – Crenças da População Brasileira
O nosso trabalho foi divido em três partes: Religião Afro-Brasileira, crenças Esotéricas e Religião Católica e Evangélica, relatando cada cultura, com o objetivo de mostrar o que aprendemos sobre as crenças e religiões do povo brasileiro, o qual é um povo de misturas de raças, culturas e religiões.
Douglas, Angélica, Lisiane, Aline, Camila, Alana.

5 – A Música e suas Raízes
O nosso trabalho representa a força que a música tem no mundo.A música é arte. Aliás, é uma das artes mais antigas que existe. Mesmo sendo uma das mais antigas artes, ao mesmo tempo é uma arte Contemporânea, pois nunca é esquecida, mas sempre renovada, demonstrando sentimentos crenças...A música é uma linguagem universal.
Carla, Daniel, Fernanda, Tatiana.

6 – Faces do Mundo
Nosso trabalho mostra a união da fome com a violência, retratando a vontade que o mundo tem de combater os dois problemas, sem preconceitos. Este trabalho faz com que as pessoas que estão nos visitando, reflitam sobre suas atitudes no mundo adulto e sobre o que estão fazendo com o mundo.

Sucesso Comprovado

Professores, pais, alunos e comunidade em geral, visitaram a escola e comprovaram a dedicação, consciência e sensibilidade dos alunos da Escola Patrulhense.A visita da Secretária de Educação, Maria de Jesus e do Secretário de Planejamento, Marco Aurélio Alves resultou em um convite para expor os trabalhos no Museu Caldas Júnior, nos dias 17, 18 e 19 de novembro. Novamente um grande sucesso. Os alunos receberam visitantes de outras escolas, autoridades locais e deram entrevistas para jornal e rádio. As aprendizagens significativas foram muitas: comunicação, interação, argumentação de ideias, sensibilidade com os problemas e o futuro da humanidade e elevação da auto-estima.

Parabéns aos alunos da Escola Patrulhense!!!

Este foi o início de um apaixonante trabalho onde a Arte e a História se fundem num só elemento de ruptura dos preconceitos, discriminações, limites e imaginação do homem no curso de sua trajetória.
As expressões artísticas estendem-se por variadas áreas, tendo como ligação, o conceito de “ser um meio onde a comunicação e a expressão se produzem num contexto determinado de forma muito particular, elevado”.
As ideias, sensações, os fatos, são “construídos” e veiculados através da arte, de uma forma criativa, por meio de expressões originais e a mensagem caracteriza-se por ter uma forma rica de significações que ultrapassam as barreiras do tempo, os limites do corpo, atingindo o entendimento da alma.
Pode-se dizer que não existiu nenhum povo ou civilização que não tenha deixado as suas marcas sob forma artística, quer nos objetos que produziu, na arquitetura, pintura, escultura, música, dança ou literatura.
O conceito de “história da arte” é um fenômeno relativamente recente no tempo, tendo em conta a história da vida do homem no mundo. Muitos objetos de civilizações anteriores que serviam um fim puramente utilitário são hoje considerados arte. Tal fato deve-se à ideia hoje consensual de que estes carregam uma carga de significações estéticas tal, que as remete para a área da arte.
Vários estudiosos da comunicação através das artes realizaram um levantamento e “análise” dos diferentes componentes da imagem e dos seus significados, cada um com as suas características próprias, mas com um determinador comum: a utilização de signos visuais. Todos esses meios constituem o cenário da cultura social atual.
“A civilização da imagem” (neo-capitalismo – retratam a exigência do mercado, padrões de beleza, comportamento, consumismo. Os grupos sociais se fragmentam: surgem grupos, guetos. As pessoas cada vez mais se especializam. Sociedade retrata as diferenças sociais ).
VAL...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

ESTRELAS...



No céu havia estrelas
Brilhando enlouquecidas.

No céu havia estrelas
Querendo me aconselhar.

No céu havia estrelas
Dizendo-me pra não chorar
Porque nada é pra sempre
Nem a dor nem a felicidade.

No céu havia estrelas
Que nelas acreditei.

No céu havia estrelas
Estrelas que já não existem mais...
VAL

AMAR É EDUCAR...


É preciso com urgência aprender amar a si próprio,
amar a vida e as pessoas,
querer sempre o melhor para si e para todos.
Pois, conteúdos os alunos podem buscar nos livros, porém, os
exemplos terão de seus professores.
Então, o conhecimento que adquirimos é importante,
mas o uso que fazemos dele é que nos tornará educadores diferenciados .

VAL



O QUE É EDUCAR?


Estudar é um ato necessário para que tenhamos melhor domínio de nossas faculdades intelectuais sobre determinados assuntos que desconhecemos. Contudo, isso requer determinação e disciplina principalmente no que se refere ao aproveitamento do tempo ao qual nos dispusermos a fazê-lo.
Essa habilidade em administrar nosso tempo de estudo irá se desenvolvendo na medida em que a praticarmos. Para isso temos que reeducar alguns hábitos trazidos desde a infância. Pois, estudar não significa apenas fazer-se ouvinte de professores, lerem exaustivamente os conteúdos e muito menos decorá-los. Estudar é transformar códigos em saberes, digo, a partir do momento em que usamos a leitura para buscar conhecimento, estamos ao mesmo tempo identificando as ideias e os conceitos do escritor/autor, sem, contudo delas nos apropriarmos. Porém, fazendo nossas próprias observações sobre suas ideias quanto ao assunto em pauta. Exercitando assim nossa criticidade.
Penso ser apenas desse modo que conseguiremos alcançar nossa maturidade intelectual, tornando-nos capacitados para identificar, distinguir e decodificar as significações contidas em textos científicos ou não para fins de aprimoramento de nossos saberes. Dando-nos consciência de que temos necessidade em aprender a compreender todo tipo de texto, para que possamos através da leitura com qualidade e aproveitamento, efetivamente ampliar nosso conhecimento.

Valquiria Abreu de Oliveira ( VAL)